Análise Econômica do Ambiente Externo

Junho 4, 2008 por Kenneth Corrêa

Este artigo está oficialmente disponível agora no site:

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De acordo com Churchill (2000), aprender sobre o ambiente econômico ajuda a determinar se os clientes estarão dispostos a gastar dinheiro com produtos e serviços. Os padrões de gastos estão vinculados ao ciclo de negócios, que é definido como o padrão do nível de atividade econômica, que para este autor possui as etapas de prosperidade, recessão e recuperação.

Ciclo de Negócios

Figura 7 – Padrão básico de um ciclo de negócios
Fonte: adaptado de Churchill, 2000.

Durante períodos de prosperidade, a produção e o emprego atingem altos níveis. Mais consumidores irão demandar mais bens e serviços, além de gastar não só com produtos básicos (de necessidade), mas também em artigos de luxo, como: férias, roupas de grife e atividades de lazer. Em tempos prósperos, uma maior parcela de clientes está disposta a pagar pelo melhor, e uma das iniciativas para uma empresa que enxerga este padrão, pode ser introduzir versões de luxo de seus produtos. (CHURCHILL, 2000)

Já durante o período de recessão, os consumidores cuidam mais de suas reservas financeiras, e a produção cai, e o desemprego aumenta. A demanda do consumo leva inclusive as empresas a gastar menos, já que estas também dependem da renda de seus clientes. Os clientes, neste período, ficam preocupados não só em comprar apenas produtos básicos, mas procuram também fazer o melhor negócio, o que acaba por pressionar a margem de lucro das organizações.

Numa situação destas, a saída é procurar trabalhar os preços dos produtos mais baixos, pelo menos para os produtos essenciais, ou ao menos procurar “congelar” os preços, para minimizar o impacto na percepção dos clientes. (CHURCHILL, 2000)

E a etapa que Churchill (2000) chamou de recuperação, compreende o momento entre o término da recessão, a caminho da prosperidade. O ponto mais importante é que, mesmo com uma melhoria nas condições de renda dos clientes, a lembrança da recessão causa um receio nos consumidores, que normalmente acaba aumentando a tendência a poupar, e diminuindo a utilização de crédito, o que acaba fazendo levar um longo período até que se atinja os níveis de prosperidade.

Análise do ambiente externo

Junho 4, 2008 por Kenneth Corrêa

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Maximiano (2006) diz que “a análise do ambiente externo é um dos pilares do planejamento estratégico. Quanto mais competitivo, instável e complexo o ambiente, maior a necessidade de analisá-lo”.

Esta definição é verdadeira, assim que assume-se as organizações como sistemas abertos, ou conjunto de partes interdependentes entre si, que sofrem influência do meio externo.

No processo de planejamento estratégico, a primeira etapa compreenderá a identificação dos fatores ambientais que influenciam o desempenho da organização.

Fatores do ambiente externo que influenciam as organizações
Figura 6 – Fatores do ambiente externo que influenciam as organizações
Fonte: adaptado de Churchill, 2000.

Nesta etapa, não há necessidade de que você possua uma especialização em alguma dessas áreas específicas, mas apenas uma compreensão dos principais aspectos de cada uma.

Análise da situação atual

Junho 4, 2008 por Kenneth Corrêa

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A primeira etapa do planejamento estratégico é identificar as condições atuais, externas e internas da organização.

A análise da situação atual tem como objetivo avaliar os recursos disponíveis internamente na empresa, sendo eles financeiros, humanos e materiais, além das possibilidades disponíveis no mercado.

Divide-se então a análise da situação atual em duas partes, a análise do ambiente externo e a análise interna.

Etapas do Processo de Planejamento Estratégico

Junho 4, 2008 por Kenneth Corrêa

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Vamos agora à definição de cada uma das etapas do planejamento estratégico.

Análise da situação atual

A primeira etapa do planejamento estratégico é identificar as condições atuais, externas e internas da organização.

A análise da situação atual tem como objetivo avaliar os recursos disponíveis internamente na empresa, sendo eles financeiros, humanos e materiais, além das possibilidades disponíveis no mercado.

Divide-se então a análise da situação atual em duas partes, a análise do ambiente externo e a análise interna.

Análise do ambiente externo

Maximiano (2006) diz que “a análise do ambiente externo é um dos pilares do planejamento estratégico. Quanto mais competitivo, instável e complexo o ambiente, maior a necessidade de analisá-lo”.

Esta definição é verdadeira, assim que assumimos as organizações como sistemas abertos, ou conjunto de partes interdependentes entre si, que sofrem influência do meio externo.

No processo de planejamento estratégico, a primeira etapa compreenderá a identificação dos fatores ambientais que influenciam o desempenho da organização.

Análise interna

Maximiano (2006) define a análise interna como “a identificação de pontos fortes e fracos dentro da organização anda em paralelo com a análise do ambiente”.

Os estudos dos pontos fortes e fracos da organização são realizados através da análise das áreas funcionais de uma organização (produção, marketing, recursos humanos e finanças), e a comparação do desempenho destas áreas com empresas de destaque (prática conhecida como benchmarking).

O benchmarking é a técnica por meio da qual a organização compara seu desempenho com o de outra (MAXIMIANO, 2006).

Através do benchmarking, a organização pode observar em outras organizações as melhores práticas para cada uma das áreas funcionais, adaptando suas tarefas e procedimentos de acordo com a conduta destas organizações.

Definição de objetivos e estratégias

Os objetivos são os resultados que a organização pretende realizar. Nesta etapa, deve-se identificar aonde a empresa quer chegar.

A definição dos objetivos é conseqüência da etapa anterior, já que, de acordo com as condições internas e externas, pode-se definir o caminho que a empresa irá seguir.

A estratégia será delineada a partir da definição destes objetivos, e no curso vamos identificar uma série de estratégias, e sua aplicação para as organizações.

Implementação da estratégia

Uma vez que os objetivos e estratégias tenham sido selecionados, chega o momento da implementação da estratégia.

Por melhor que sejam os planos, se não forem implementados adequadamente, todo o trabalho até aqui será em vão.

Aqui analisaremos algumas das práticas para garantir que a estratégia atinja os objetivos propostos, planejando com uma visão de longo prazo, através de ações de curto prazo.

Monitoramento e controle

Embora muitas vezes esta etapa não seja levada em consideração, a etapa do monitoramento e controle é essencial.

Segundo MAXIMIANO (2006), o monitoramento “consiste em acompanhar e avaliar a execução da estratégia”. O monitoramento deve ser realizado com base nos mesmos indicadores utilizados na hora de se elaborar o planejamento estratégico.

Processo de Planejamento Estratégico

Junho 3, 2008 por Kenneth Corrêa

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Para que possamos definir corretamente as etapas do processo de planejamento estratégico, buscou-se analisar algumas diferentes perspectivas, para que seja definida uma síntese destas idéias, apresentada ao final deste tópico.

Esta síntese será a base do site, nos próximos módulos, pois ditará passo a passo como deverá ser realizado um planejamento estratégico.

Bateman e Snell

A primeira perspectiva das etapas do processo de planejamento estratégico é adaptada de Bateman e Snell (1998, p. 123)

Processo de Planejamento Estratégico - Bateman e Snell

Figura 2 – Processo de Planejamento Estratégico
Fonte: Adaptado de BATEMAN e SNELL, 1998.

Maximiano

A segunda perspectiva, proposta por MAXIMIANO (2006, p. 333) inclui o conceito do planejamento estratégico como um processo cíclico, com a relação entre o processo de monitoramento e controle com os ajustes na análise da situação estratégica.

Processo de Planejamento Estratégico - Maximiano

Figura 3 – Processo de Planejamento Estratégico
Fonte: MAXIMIANO, 2006.

Mintzberg

Já MINTZBERG, AHLSTRAND e LAMPEL (2000) analisaram o processo, considerando duas novas variáveis que influenciam diretamente o processo, os valores gerenciais e a responsabilidade social.

Processo de Planejamento Estratégico - Mintzberg

Figura 4 – Processo de Planejamento Estratégico
Fonte: MINTZBERG, AHLSTRAND e LAMPEL, 2000.

Síntese

Após observar três perspectivas distintas, pode- se identificar algumas variáveis comuns na definição do processo e buscou-se delinear um procedimento que permita uma visão de caráter prático do processo de planejamento estratégico.

A opção por abordar o caráter prático é que, durante o curso, possam ser apresentadas ferramentas que permitam que você as aplique na organização onde trabalha.

Processo de Planejamento Estratégico - Kenneth Corrêa

Figura 5 – Processo de Planejamento Estratégico
Fonte: Kenneth Corrêa, 2007

Vamos agora à definição de cada uma das fases do planejamento estratégico.

Níveis de Planejamento

Junho 3, 2008 por Kenneth Corrêa

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De acordo com Bateman e Snell (1998), as organizações podem ser divididas em três níveis: estratégico, tático e operacional, de acordo com o tipo de trabalho que é desenvolvido por cada nível.

N�veis de Planejamento

Figura 1 – Níveis de Planejamento
Fonte: Kenneth Corrêa, 2007

No site, o foco será dado para o planejamento no nível estratégico, porém todas as ferramentas abordadas podem ser adaptadas aos outros níveis de uma organização.

Estratégico

O nível estratégico compreende os altos executivos da organização, responsáveis pela definição dos objetivos e planos da empresa, e tomada de decisões quanto às questões de longo prazo da empresa, como: sua sobrevivência, crescimento e eficácia geral (BATEMAN, 1998, p. 30)

Tático

O planejamento, no nível tático, é utilizado para traduzir os objetivos gerais e as estratégias da alta diretoria em objetivos e atividades mais específicos. (BATEMAN, 1998)
O principal desafio neste nível é promover um contato eficiente e eficaz entre o nível estratégico e o nível operacional.

Operacional

Já no planejamento operacional, o processo é de uma menor amplitude, onde o foco é trabalhar junto aos funcionários não administrativos, implementando os planos específicos definidos no planejamento tático. (BATEMAN, 1998)

A evolução da Estratégia

Junho 3, 2008 por Kenneth Corrêa

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Confira partes deste excelente artigo, publicado na revista inglesa “The Economist“, uma das principais publicações de negócios no mundo, em 1997:

Uma pesquisa recente da Associação das Firmas de Consultoria Gerencial descobriu que empresários, acadêmicos e consultores prevêem que a estratégia dos negócios será o tema gerencial mais premente nos próximos cinco anos.

Pedir a um teórico que defina estratégia é o mesmo que pedir a um filósofo que defina o que é a verdade. Mas a estratégia trata, basicamente, de duas coisas: decidir para onde você quer que a sua companhia vá, e, então, como você quer conduzí-la até lá. Nos anos 70, muitas empresas confiavam ainda no “Plano Estratégico Anual” elaborado por um departamento especializado. Isso não durou muito. Delegar decisões dessa ordem a pessoas estranhas ao chão da fábrica não era uma boa maneira de gerar novas idéias em indústrias em rápida mutação.

O desaparecimento dos departamentos de planejamento estratégico não eliminou, porém, a necessidade da estratégia. Uma companhia está bem aconselhada quando sabe para onde está indo e a busca pela estratégia sem o planejamento estratégico levou as empresas a direções exóticas (definições de missão, “visionamento”, etc.). Aí pode estar o motivo pelo qual assistimos, no ano passado, uma fuzilada de artigos tentando redefinir o que significa estratégia.

Michael Porter, professor na Harvard Business School, argumenta que estratégia diz respeito a achar uma posição no mercado que melhor se ajuste às competências de uma organização. Mas num artigo que suplantou por estreita margem o do Sr. Porter, para ganhar o prêmio McKinsey de melhor artigo do ano da revista Harvard Business Review, Gary Hamel, professor na London Business School, sugeriu que estratégia significava decidir como será o futuro de um determinado mercado e então estender as habilidades da organização de modo a obter vantagens daquele mercado.

Visto dessa forma, a teoria do Sr. Hamel soa um pouco, digamos, teórica. Imaginar mercados futuros é muito bom no Vale do Silício, mas como diferenciar a visão do futuro de uma fábrica de ração canina das outras? E é sob esta ótica que este site irá se basear, principalmente, na estratégia pela visão de Michael Porter.

Conceito de Planejamento Estratégico

Junho 3, 2008 por Kenneth Corrêa

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E finalmente chega o momento para definir, agora com a devida contextualização, o objeto de estudo deste site.
Planejamento estratégico é o processo de elaborar a estratégia – definindo a relação entre a organização e o ambiente.
O processo de planejamento estratégico compreende a tomada de decisões sobre qual o padrão de comportamento que a organização pretende seguir, produtos e serviços que pretende oferecer, e mercados e clientes que pretende atingir. (MAXIMIANO, 2006)
Agora abordar-se-á o processo sistemático de planejamento estratégico, definido as etapas principais para sua realização.

Conceito de Planejamento

Junho 3, 2008 por Kenneth Corrêa

Este texto está disponível agora no site:

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Tendo claros os conceitos de estratégia e administração estratégica, resta ainda definir a primeira parte do termo planejamento estratégico, para que assim se possa definir o conceito final.

O planejamento é o processo derivado da função da administração de planejar, que significa “especificar os objetivos a serem atingidos e decidir antecipadamente as ações apropriadas que devem ser executadas para atingir esses objetivos“.

Administração Estratégica

Junho 3, 2008 por Kenneth Corrêa

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Já quando parte-se do conceito geral para o específico, a administração estratégica é definida por Bateman e Snell (1998) como um processo que envolve administradores de todos os níveis da organização na formulação e implementação de objetivos estratégicos e das estratégias (note a diferença entre o planejado e o realizado).

A administração estratégica integra o planejamento estratégico e a administração em um único processo, sendo que o primeiro torna-se uma atividade contínua em que os administradores são encorajados a pensar estrategicamente, focando na visão estratégica de longo prazo, assim como questões táticas e operacionais a curto prazo (BATEMAN; SNELL, 1998, p. 125- 126).